7 riscos em gerenciamento de obras

A gestão de projetos no setor da construção civil sofreu muitas alterações ao longo dos anos, nomeadamente com a modernização das tecnologias utilizadas na execução de obras. Com a introdução dessas tecnologias no processo de gerenciamento de projetos, uma implementação mais rápida e um monitoramento e controle cada vez mais precisos e detalhados foram realizados. Dessa forma, a minimização do número de falhas devido a estimativas irrealistas é feita sem o uso de ferramentas que auxiliem no processo. Contudo, existem alguns riscos que é preciso ter o máximo de atenção, pois a falha deles implica diretamente na composição da obra e é sobre esses riscos que iremos tratar no texto de hoje.

De modo geral, apesar de existirem muitos riscos associados a obras, um bom gerenciamento do projeto por um profissional qualificado, que saiba identificar os riscos e tratá-los, é capaz de prevenir ou minimizar seus impactos, possibilitando a boa execução e encerramento do projeto.

Gerenciar uma obra significa aplicar técnicas, ferramentas, habilidades e juntamente com planejamento e monitoramento e controle de todas as atividades, possam resultar em único objetivo que é garantir o escopo com prazo, custo e qualidade. Como em todo projeto, existem muitos riscos inerentes ao gerenciamento de obras, que quando não identificados e tratados, podem gerar atrasos significativos no cronograma do projeto, extrapolação do orçamento e, às vezes, levar a sua paralisação.
Apesar destes riscos variarem muito de uma obra para outra, existem alguns que estão presentes em quase todos os projetos, deste modo o gerente de projetos quanto mais sabe a respeito das probabilidades de riscos, tanto o negativo, que pode prejudicar o projeto, quanto o positivo, para contribuir, mais assertivo serão os planos de ações para sucesso do projeto.

Atraso na entrega de materiais e equipamentos:

Para que não ocorram atrasos no projeto, é necessário que os fornecedores entreguem os materiais e equipamentos no tempo certo e em consonância com as especificações requeridas. Quando isso não acontece, além dos atrasos, pode acarretar a insatisfação dos clientes e partes interessadas.
Diante do risco é necessário que gatilhos estejam organizados e coordenados pelo gerente para evitar possível adiamento na conclusão do projeto ou fase. Dentre as ações possíveis, definir no cronograma uma data exata para entrega, considerando uma margem de 2 a 3 dias, pode evitar que pequenos atrasos impactem no projeto.
No entanto, a principal ação para proteger o projeto é o planejamento e relacionamento com os fornecedores.
É indispensável que se desenvolva fornecedores confiáveis e com alto grau de comprometimento com prazos, pois atrasos nas entregas dos fornecedores irá refletir em atrasos na entrega do projeto. Após seleção dos fornecedor que melhor atenda às necessidades e necessário estabelecer uma parceria. O gerente deve fechar um acordo que será formalizando em um contrato onde ajude a resguardar e conduzir a relação cliente-fornecedor durante determinado período, aplicando métodos com foco em garantir o bom desempenho do contratado em termos de prazo, custo e/ou qualidade das entregas e proporcionando uma relação ganha-ganha.
Caso o atraso já tenha ocorrido, o que inviabiliza o uso de ações preventivas, o gerente deve tentar conter o problema internamente. Para tanto, precisa identificar possíveis folgas no cronograma com foco nas atividades que são mais críticas ou analisar a viabilidade de realizar um novo pedido com empresas de varejo, que funcionam com pronta entrega para evitar paralisações no trabalho.

Desconhecimento do escopo

A falta de comunicação com as partes envolvidas no projeto pode levar ao gerente ou algum membro da equipe a desconhecer o real escopo e objetivo da obra. Esse desentendimento gera atrasos e retrabalhos até que o real escopo seja atendido.
Uma prática no gerenciamento de projetos que pode contribuir para este alinhamento do escopo é a reunião de Kick Off, também conhecida como Reunião de Abertura do Projeto. Nela, as principais partes interessadas no projeto conversam e alinham as expectativas, objetivos, premissas e responsabilidades no projeto. Dessa forma, não ocorrerão problemas de desconhecimento do escopo. Além disso, é necessário realizar o gerenciamento das partes interessadas, sempre mantendo estas informadas sobre o andamento da obra.

Fornecedores não qualificados

A fim de reduzir os custos da obra, muitas vezes são contratados fornecedores sem uma avaliação prévia da sua qualificação. No entanto, fornecedores não qualificados, apesar de serem mais baratos, podem gerar impactos, financeiros e no cronograma, muito mais penosos do que o valor economizado com a contratação.
Para evitar problemas com a qualidade dos serviços, é necessário tomar as mesmas precauções expostas no atraso na entrega de materiais e equipamentos. Opte por fornecedores confiáveis, que tenham um bom estoque do produto que você precisa, além de qualidade e um bom prazo de entrega. Isso pode fazer toda a diferença na execução de seu trabalho.

Dias chuvosos

Dias chuvosos podem impactar consideravelmente nas atividades do projeto. Muitas atividades sofrem perda na produtividade e outras precisam ser paralisadas, muito material pode ser perdido e estruturas recém-construídas danificadas, gerando retrabalho e grandes desperdícios. Além disso, ainda existem problemas referentes à segurança, como riscos de deslizamento, acidentes por má visibilidade e descarga elétrica.
Como não é possível mudar o tempo, é necessário que o gerente da obra se atente a este risco e tome precauções para evitar que ele cause problemas nas obras. Para isso, o primeiro ponto é planejar o cronograma levando em consideração as condições climáticas e atmosféricas do local. Com base nos índices pluviométricos, é possível determinar alguns planos de ação, como realocar algumas atividades para locais cobertos. Além disso, deve-se realizar um alinhamento com a equipe, orientando quais atividades devem ser priorizadas em dias chuvosos e os cuidados necessários.
Além do planejamento com base nas previsões, é necessário que o gerente tenha sempre um “plano B”, ou seja, ações alternativas caso o tempo mude para evitar a perda de um dia de trabalho e atrasos no projeto.

Greves

Para reivindicar seus direitos, reajustes salariais, melhorias nos benefícios, entre outros, os operários da obra, organizados por sindicatos, podem realizar greves que paralisam parte ou toda produtividade da obra. Tal risco influencia negativamente nos resultados do projeto, gerando atrasos, aumento nos custos, insatisfação do cliente, entre outros.
Para que estas paralisações não ocorram, é necessário um bom relacionamento com os sindicatos envolvidos, negociando acordos que sejam vantajosos para todas as partes.

Erros na execução

Quando uma atividade da obra é mal executada ela precisa ser refeita. Tal retrabalho ocasiona em custos adicionais, uso desnecessário de mão-de-obra, perda do material e atraso na atividade, que gera, por consequência, atrasos em todas as atividades que dependem desta.
Para evitar retrabalhos, é fundamental a comunicação eficiente na obra. Cada membro da equipe deve saber exatamente o que fazer. Além disso, deve haver o monitoramento das atividades por uma pessoa qualificada, que compreenda o projeto.

Orçamento mal elaborado

Um orçamento mal elaborado causa várias complicações para o projeto. Ao tentar se enquadrar no planejamento financeiro abaixo do ideal, a obra pode ser comprometida quanto a aspectos de qualidade ou ter cortes no escopo. Já se for priorizado o cumprimento do escopo, os custos extrapolados podem gerar insatisfação do cliente, desgaste do gerente com a elaboração de relatórios explicativos e, em alguns casos, a paralisação da obra por falta de recursos financeiros.
Por outro lado, se o orçamento for muito acima do necessário, o cliente pode perder oportunidades com a aplicação da diferença em outros projetos e/ou investimentos.
Para evitar erros no orçamento, é fundamental a escolha de um profissional orçamentista qualificado. Este deve ser especialista na área de construção civil, conhecendo os sistemas e subsistemas de uma obra, e ter visão sistêmica de um canteiro, além disso conhecer a fundo todos os gastos envolvidos no projeto, tendo a oportunidade de aperfeiçoar e otimizar os projetos da obra pensando em reduções do consumo de materiais ou, ainda, no aumento da proposta de valor para o cliente final.

Gerenciar uma obra significa aplicar técnicas, ferramentas, habilidades e juntamente com planejamento e monitoramento e controle de todas as atividades, possam resultar em único objetivo que é garantir o escopo com prazo, custo e qualidade.

 

De modo geral, apesar de existirem muitos riscos associados a obras, um bom gerenciamento do projeto por um profissional qualificado, que saiba identificar os riscos e tratá-los, é capaz de prevenir ou minimizar seus impactos, possibilitando a boa execução e encerramento do projeto.
A gestão eficaz dos projetos pode ter um impacto significativo nos resultados de uma empresa, com o objetivo de sempre maximizá-los. Portanto, é essencial que empresas e profissionais obtenham um melhor entendimento de como aplicar as boas práticas de gerenciamento de projetos da maneira certa, para que possam atingir com mais facilidade seus objetivos de integração e atender aos seus objetivos. Nós, da Sigma Gerenciamento de Projetos, utilizamos destas boas práticas em todos os projetos que nos são destinados e prometemos uma potencialização dos resultados de seus projetos por meio de nossos serviços e/ou de nossas consultorias.

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