Mundo VUCA x Mundo BANI: O melhor dos dois mundos


Você já ouviu falar em VUCA E BANI? Estas palavras são acrônimos que representam a realidade do mundo em que vivemos. O termo VUCA é bem mais conhecido, pois nas últimas 4 décadas esse acrônimo foi amplamente difundido, inclusive no ambiente de negócios. Entretanto, o mundo saiu de um estágio VUCA e agora faz mais sentido chamá-lo de BANI. E por quê? A velocidade e a complexidade das mudanças no ambiente ficou tão grande, que novos sintomas passaram a representar melhor o mundo atual. O cenário mundial mudou, e é sobre essa transição que iremos falar no texto de hoje. Desde quando o mundo é VUCA e por que ele se tornou BANI?


O mundo está mudando de forma acelerada, por isso os profissionais também devem criar resiliência e habilidade de se adaptarem às mudanças.



O contexto do que acontece no mundo impacta diretamente nas organizações e na forma como os projetos devem ser gerenciados. Os conceitos de agilidade são cada vez mais comuns na gestão dos projetos, afinal, há cada vez mais incerteza inerente ao ambiente dos projetos, dificultando a previsibilidade e aumentando a demanda por experimentação e soluções mais rápidas e criativas.
Não é de hoje que passamos por estas mudanças, mas certamente o cenário da pandemia acelerou e trouxe à tona a urgência que temos por adaptar as formas de gestão às necessidades do ambiente.
No texto de hoje explicaremos a transição da interpretação do nosso mundo de VUCA para BANI, temas tão falados no ambiente de projetos e negócios.


O que é o mundo VUCA?

O conceito VUCA, foi desenvolvido pelo exército americano nos anos 80, e significa Volatility (volatilidade), Uncertainty (incerteza), Complexity (complexidade) e Ambiguity (ambiguidade), foi adotado de forma ampla pelas empresas ao redor do mundo que desenvolveram, a partir dele, mecanismos e metodologias voltadas à orientação de processos de tomada de decisão. Este conceito surge para a criação de sentido nas incertezas e em um mundo em constante mudança, cada vez mais interligado e digital. Agora, porém, com questões ainda mais complexas para resolver, como as mudanças climáticas, as crises políticas e, sobretudo, a pandemia, ele parece ter se tornado insuficiente. Este conceito também atua como um alicerce voltado para o desenvolvimento de sentido para as incertezas inseridas num mundo que constantemente está em mudanças.

Volatilidade


A volatilidade nos mostra que somos capazes de sofrer mudanças rapidamente e de forma imprevisível. Nos mostra também que estamos inseridos em um contexto efêmero e inconstante, que tudo pode mudar do dia para a noite. Dessa forma, precisamos ser ágeis, capazes de nos adaptarmos rapidamente.

Incerteza


Se trata da incapacidade de sabermos tudo, de que estamos em um ambiente imprevisível, arriscado, inesperado e inseguro. Por termos dificuldade de saber para onde vamos e qual o próximo passo, nos confrontamos com o medo de esbarrar em meio a muitos acontecimentos, pois não temos o controle de como os antecipar.

Complexidade


O mundo em que vivemos é interconectado e interdependente, é um ambiente não linear com múltiplas forças e por conta disso dificulta entendermos o cenário completo e também o resultado dessas interações. Não se pode afirmar que existe apenas uma resposta, mas sim diversas possibilidades para determinadas situações. Desse jeito, tudo isso mostra que muitos acontecimentos que podem afetar o negócio estão fora do controle do gestor.

Ambiguidade


A ambiguidade surge devido à ausência de modelos que possam explicar os fenômenos, deixando margem para várias interpretações que resultam de ver a situação sem clareza e de uma leitura equivocada da realidade provavelmente acarretada por um duplo sentido. São diversos pontos de vista coexistindo. A quantidade e a velocidade das informações que chegam até nós fica aquém da nossa capacidade de absorver e analisar criticamente. É preciso um pensamento sistêmico para analisar as interconexões de forma a construir uma visão completa do contexto.



O que é mundo BANI?

O conceito BANI foi desenvolvido pelo antropólogo, autor e futurista norte-americano Jamais Cascio, que realizou que o VUCA estava tão obsoleto e não funcionava mais em um mundo tomado pela pandemia. BANI significa “Brittle, Anxious, Nonlinear, Incomprehensible”, ou Frágil, Ansioso, Não-linear e Incompreensível, em tradução livre. O acrônimo carregaria a chave para que empresas possam prosperar e trazer disrupções sob a nova ótica que surgiu no ano passado. O conceito BANI significa BRITTLE (fragilidade), ANXIOUS (ansiedade), NONLINEAR (não-linear) e INCOMPREHENSIBLE (incompreensível), veja seus distintos significados abaixo:

Fragilidade


De acordo com Jamais, o mundo mostrou o mais óbvio a todos que o habitam: estamos suscetíveis a catástrofes momentâneas a qualquer hora, e todas as empresas estão construídas sobre uma base frágil, quebradiça, que pode desmoronar de uma dia para o outro. Sendo assim, é necessário aprender a trabalhar sabendo que o perigo está à espreita.

Ansiedade


Toda essa mistura de receio e medo constante ocasionado pela fragilidade do mundo gera picos de ansiedade, uma das doenças mais comuns das gerações atuais. O mundo está ansioso, e nós mais ainda e isso se reflete no mercado de trabalho. Estamos vivendo no limite, observando as doenças e a morte cada vez mais de perto, e isso ocasiona um senso de urgência, que pode acabar pautando muitas decisões do nosso cotidiano, tanto pessoal quanto profissional.

Não-linearidade


Segundo o antropólogo, estamos vivendo em um mundo cujos eventos parecem desconectados e desproporcionais, graças ao estranhamento e esgotamento ocasionados pelo isolamento social. Sem uma estrutura bem definida e padronizada, não é possível fazer organizações estruturadas. Logo, planejamentos detalhados e de longo prazo podem não fazer mais sentido em um mundo BANI.

Incompreensível


Agora é a hora de esquecer a lógica, de acordo com Jamais. “Tentamos encontrar respostas, mas as respostas não fazem sentido. Mais dados ― até mesmo big data ― podem ser contraproducentes, sobrecarregando nossa capacidade de entender o mundo, tornando difícil distinguir ruído de sinal. A incompreensibilidade é o estado final da sobrecarga de informações”. Não existe mais certeza sobre nada, assim, o excesso de controle pode ser uma farsa.

“Um paralelo intencional com VUCA, BANI é uma estrutura para articular as situações cada vez mais comuns nas quais a simples volatilidade ou complexidade são lentes insuficientes para entender o que está acontecendo”, diz o criador da terminologia em seu artigo oficial. “Situações em que as condições não são simplesmente instáveis, são caóticas; nos quais os resultados não são simplesmente difíceis de prever, e sim completamente imprevisíveis. Ou, para usar a linguagem particular desses frameworks, situações em que o que acontece não é simplesmente ambíguo, é incompreensível.”


Gerenciar projetos ajuda as organizações a obterem mais eficiência em seus negócios



O mundo está mudando de forma acelerada, por isso os profissionais também devem criar resiliência e habilidade de se adaptarem às mudanças. A estrutura do mundo BANI oferece um outro jeito de se enxergar para ver e estruturar o que está acontecendo no mundo, e a sigla criada sugere oportunidades de resposta úteis. No mundo do gerenciamento de projetos também é possível aplicar essa nova visão de mundo de uma forma como o próprio Jamais explicita: “A fragilidade pode ser enfrentada através de resiliência e liberdade; a ansiedade pode ser aliviada por empatia e atenção plena; a não-linearidade necessitaria de contexto e flexibilidade; e a incompreensibilidade pede transparência e intuição.” Sendo assim, a transição do mundo VUCA para o mundo BANI se deu a partir da evolução de um dos mundos que precisou se atualizar para dar espaço a um novo conceito de mundo. Nós, da Sigma Gerenciamento de Projetos, temos em mente do potencial dessa evolução e levamos em consideração o cenário mundial em todos os projetos que nos é proposto a gerenciar, pois temos o fiel compromisso de potencializar os resultados de nossos clientes.





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