Se você não realiza planejamento de pré-parada de manutenção, você não sabe quanto tempo e dinheiro pode estar perdendo!

Quando o assunto se trata de um planejamento da parada de manutenção, temos que ter em mente que ele tem ligação direta com a pré-parada. Afinal, como realizar esta preparação do planejamento sem levar em consideração a iniciação do projeto em que ele irá ser aplicado? O planejamento voltado à pré-parada se torna essencial para que haja um efetivo resultado em suas paradas de planta, pois ele é feito para que haja a melhor preparação possível para determinado projeto.  Neste texto iremos explicitar para você qual a importância de um planejamento de pré-parada dentro do contexto de uma parada industrial. Nos acompanhe nesta leitura.


Um dos intuitos das paradas de manutenção é aumentar o tempo de produção disponível.


Em algumas paradas industriais vemos que existem alguns serviços que não ocorrem da maneira mais acertiva, ou seja, conforme o planejado, que impactam diretamente no sucesso da parada, uma vez que em um projeto de manutenção industrial existem variados prestadores de serviços que atuarão juntos e em paralelo. Para que não haja erros por interpretação de informações, ou pela falta delas, é necessário que se tenha uma comunicação por parte dos que estão envolvidos no projeto (parada industrial), para que os responsáveis pelo planejamento estejam a par de tudo que acontece. A comunicação efetiva é imprescindível tanto na pré-parada, quanto no planejamento em si. É necessário que haja uma comunicação transparente dentro do contexto do projeto para reduzir as chances de imprevistos, ou seja, atrasos e cancelamentos de atividades, falhas e até mesmo acidentes dentro da sua parada de manutenção.

O planejamento de pré-parada é necessário para que de fato se consiga planejar a parada de planta com eficiência, entretanto é preciso ter em mente o que será feito no planejamento para que haja uma preparação voltada ao mesmo. Ou seja, é importante que o escopo da parada esteja bem definido e detalhado. Inicialmente, para que se possa saber e fazer o planejamento da pré-parada, é necessário se fazer um planejamento da parada voltado às funções principais como:

Planejamento de serviços:

Nas paradas de manutenção é esperado que todas as tarefas que constam no escopo aprovado sejam planejadas, junto aos cronogramas que devem ser devidamente delineados e também carregados, com supostos nivelamentos de recursos e as informações que precisam estar disponíveis em meio à frente de execução. Nesta etapa do planejamento, no período de pré-parada, todos os serviços devem estar planejados e precisam ser entregues aos supervisores/encarregados para que seja feita uma análise e um estudo do jeito que cada tarefa foi ordenada e idealizada. Sem deixar de constar também a releitura das atividades, que consiste na análise das atividades levantadas e das medidas preventivas para que se possa atingir a duração otimista. Isto é de suma importância pois, uma vez conhecido todos os serviços planejados, pode-se estabelecer todas as medidas que precisam ser tomadas antes da parada, medidas estas que fazem parte da pré-parada. Tem-se como alguns dos exemplos de atividades que devem constar no planejamento referente à pré-parada, a mobilização de equipes, máquinas e equipamentos de forma geral, treinamentos e integração de empresas prestadoras de serviço, exames médicos de praxe, bem como liberação da área, montagem de andaimes e outras atividades pertinentes que de alguma forma possam influenciar no início da parada.

Mobilização:

A mobilização de equipe e de maquinário é de suma importância para o sucesso da parada. A mobilização de equipe é necessária para destinar os funcionários envolvidos no projeto às suas funções delegadas. A mobilização de maquinários de apoio colabora com a facilitação da integração dos funcionários.

Programação dos serviços:

A programação da pré-parada é feita a partir da idealização e da ordenação das ações que vão acontecer na parada. É neste momento em que todas as ideias se transferem para o papel. Trata-se de tornar todos os planos que foram idealizados e ordenados, que sejam identificados e apresentados à equipe de campo, em todas as frentes. Como por exemplo, o que tem que ser feito, a sequência ideal, quanto tempo cada tarefa levará para ser feita, os recursos que serão alocados, os apoios que serão necessários e as informações necessárias como padrões, normas, procedimentos necessários, tudo que seja ligado e imprescindível à execução dos serviços. É na programação dos serviços críticos para os próximos dias que serão discutidas as atividades críticas que irão acontecer nos dias seguintes e as providências que precisam ser executadas antes da realização da tarefa. O intuito é fazer com que a equipe tenha uma visão antecipada da tarefa e procure trabalhar de forma organizada e sem improvisos.

Apropriação de serviços:

É uma boa prática  que a empresa contratada (ou as equipes de pessoal da própria organização) tenha um profissional já estipulado ou uma equipe responsável por acompanhar a programação e a apropriação dos serviços que serão executados no dia ou no turno. Infelizmente, a apropriação, em geral, não representa a real duração consumida pela tarefa em grande parte dos casos. Usa-se o valor estimado no cronograma e perde-se uma grande oportunidade de aprendizado para refinamento de cronogramas futuros.


Reuniões antecipativas:

Algumas fases do planejamento exigem delineamento de algumas atividades, contratações, montagem do organograma, mobilização das equipes, treinamentos, e elaboração das estratégias. No dia a dia, devido a todas essas incertezas, existe a grande necessidade de uma reanálise das atividades futuras e de um ajuste fino durante o andamento do projeto. Uma forma de realizar essa atividade diariamente é por meio da realização de reuniões antecipadas que contam com a participação de algumas lideranças de todas as áreas do projeto. Com o cronograma atualizado, em mãos, e com a visão do projeto como um todo, quem conduz este evento é o gerente do projeto. E dentro dessa reunião é necessário que os temas sejam bem resolvidos, sendo assim listamos alguns, tais como:

Programação detalhada dos serviços críticos e significativos do dia seguinte: são discutidos os recursos, os apoios de máquinas, de segurança, meio ambiente e engenharia. Sendo assim, na hora da execução dos serviços no campo, não podem ocorrer dúvidas ou ausências de algum apoio.

Combinação entre as áreas de execução: É feita uma análise para averiguar se a maneira planejada está correta e excepcionalmente combina-se uma nova forma de execução, apoios e a hora necessária para esses apoios. O executante deve deslocar-se para a frente do serviço devidamente equipado com todos os EPIs, ferramentas e materiais necessários, tendo em vista as máquinas de carga e ferramentas específicas necessárias. Nesse aspecto, a atuação do supervisor e dos encarregados tem fundamental importância.

Segurança: Deve ser preparado antecipadamente para a proteção coletiva (EPCs) e liberações.

Prazos otimistas e melhores custos: São apresentadas as durações otimistas previstas no cronograma, baseadas nas medidas preventivas informadas anteriormente. Sobre os melhores custos, a execução dos trabalhos das paradas de manutenção precisa ser realizada com o menor custo possível, uma vez que o orçamento das organizações se encontra cada vez mais ajustado. Sobre obter o menor custo possível nas paradas, é preciso aplicar as melhores técnicas, os melhores preços negociados entre materiais e serviços e também o menor custo de mão de obra interna possível, tendo em mente o valor das horas extras.

Materiais críticos: Análise da lista de materiais críticos.

O planejamento voltado à pré-parada se torna essencial para que haja um efetivo resultado em suas paradas de planta, pois ele é feito para que haja a melhor preparação possível para determinado projeto.


Um dos intuitos das paradas de manutenção é aumentar o tempo de produção disponível. Dessa forma, é importante ressaltar que com este foco, qualquer parada de planta industrial, planejada ou corretiva, deve estar somada no total de horas não produtivas. É preciso ter em mente ou até mesmo fazer um checklist levando em consideração todos os tópicos acima listados, pois são de suma importância para a efetividade de sua parada. Principalmente quando o assunto se trata de comunicação interna e hierárquica. É necessário que tudo esteja alinhado neste período de pré-parada para que as atividades da parada ocorram conforme o planejamento. Sendo assim, uma das atividades chaves que faz com que esta meta seja batida, é um alinhamento entre as equipes. Ou seja, equipe de planejamento e o time da produção integrada que compõe operação e manutenção. Nós, da Sigma Gerenciamento de Projetos, como empresa especializada em paradas industriais, colocamos em prática em nossas atuações todos os itens listados acima. Além disso, nas paradas que nos são destinadas, também aplicamos as boas práticas do PMBOK, sendo assim realizamos todas as nossas consultorias  a fim de potencializar os resultados de sua organização.

Fonte: Gerenciamento de Parada de Manutenção
John Moschin




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