Modelo Cascata ou Métodos Ágeis: qual o melhor para o gerenciamento de projetos de TI?

Se você trabalha com gerenciamento de projetos, principalmente com projetos na área de Tecnologia da Informação, certamente já ouviu falar nos modelos cascata ou tradicional e também no modelo de gestão ágil, certo? Ambos podem ser ótimos modelos para gerenciar projetos de quaisquer tipos e também os de TI. Porém, caberá ao gerente de projetos, analisar a viabilidade de implantação dos modelos em cada projeto em que estiver atuando, além das vantagens e desvantagens de cada um deles.

O Modelo Cascata, utilizado desde a Segunda Guerra Mundial, possui este nome exatamente em analogia às cascatas de uma cachoeira, onde todo o fluxo de atividades é sequencial-linear, ou seja, segue uma lógica de um nível alto para um nível mais baixo. Neste modelo é necessário que uma fase termine para que outra possa ser iniciada e todos os processos precisam estar bem documentados para uma execução efetiva.

O planejamento é uma palavra-chave do Modelo Cascata. As atividades são desenvolvidas no estilo do método PDCA, que significa Plan, Do, Check e Act (planejar, executar, analisar e agir, em português) e o foco é total no planejamento, que deve ser o mais detalhado possível para não gerar confusão na hora da execução. Tudo é realizado de forma bastante procedimental. Por mais detalhado que possa parecer, alguns projetos se adaptam melhor a outros modelos de gerenciamento. O cliente precisa estabelecer os requisitos no início dos projetos e só conseguirá visualizar algo mais concreto quase próximo do encerramento. O gestor de projetos de TI deverá entender a natureza do projeto e conhecer bem todas as metodologias para, assim, definir qual é a mais adequada ao projeto sob a sua responsabilidade.

Além do método tradicional, os métodos ágeis estão sendo utilizados desde a década de 1990, quando o surgimento e a popularização destes métodos, auxiliou bastante o trabalho dos profissionais da área. Os métodos ágeis são formados por uma série de ciclos ou iterações curtas, que envolvem a colaboração e a integração entre a equipe dos projetos, podendo até tornar as equipes de desenvolvimento um pouco mais autônomas na execução dos trabalhos. Este tipo de método também é mais adaptável à mudanças que possam ocorrer ao longo do projeto, por diversos motivos.

É possível que haja projetos nesta área de TI em que seja necessário mudanças no escopo. Isso não ocorre pelo fato de falha do gerente de projeto responsável, mas é comumente aos projetos da área. Às vezes o próprio cliente pode não saber bem o que ele quer e, conforme o projeto vai sendo desenvolvido, ele irá perceber novas funcionalidades e, consequentemente, irá solicitar mudança no escopo do projeto.

No gerenciamento por métodos ágeis o projeto é desmembrado em inúmeros mini-projetos, cada um com todas as fases características do projetos original. Ao final de cada um destes mini-projetos, uma funcionalidade é entregue e que, reunidas ao final do projeto, formam o projeto inteiro. Este fato tem como vantagem a diminuição da expectativa dos clientes, pois poderão acompanhar o desenvolvimento do projeto por meio de cada funcionalidade entregue e uma maior garantia de satisfação dos clientes. Porém, o controle por parte do gerente de projetos deve ser muito maior no orçamento do projeto, a fim de que o mesmo não estoure, uma vez que em muitos casos, o custo e prazo de finalização são definidos apenas ao longo da execução.

Vale ressaltar sempre que por mais que ambos os modelos de gerenciamento de projetos possam ser aplicados a todos os projetos, ter um conhecimento de todas as boas práticas e o senso crítico de se utilizar o modelo correto em cada caso é muito importante, pois não existe um modelo melhor ou pior que o outro. A realidade de cada empresa e/ou projeto é que irá determinar qual o melhor a ser utilizado em cada caso!

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